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7 dicas de como implementar a telessaúde no seu dia a dia

Ao contrário do que muita gente pensa, o uso de tecnologia na saúde não é nenhuma novidade e diversas experiências mostram que a Telessaúde tem trazido muitos benefícios para o setor, inclusive para a Fonoaudiologia. Pensando nisso, separamos algumas dicas para você que pretende utilizar essa modalidade no seu dia a dia profissional. Confira!

Telessaúde para seus pacientes

Como você está atendendo aos seus pacientes durante o isolamento social? O que fazer? Suspender o tratamento presencial, não se sabe por quanto tempo, já que o país vem fazendo uma gestão sofrível da crise, ou investir em Telessaúde? Será que os pacientes podem esperar indefinidamente ou, ao contrário, poderemos perder avanços obtidos com o tratamento, principalmente em se tratando de Fonoaudiologia?

A pandemia de Covid-19 trouxe uma crise sem precedentes para o sistema de saúde e uma nova realidade a ser enfrentada. Parece que nos próximos meses precisaremos encontrar formas diferentes de fazer as coisas. Precisamos encontrar novas soluções para combater novos problemas e nos adaptarmos a novas realidades.

O colapso que aflige o sistema público e privado de saúde tende a se prolongar por muito tempo, já que o Brasil não sai da curva ascendente de mortes por Covid-19 e tudo indica que já temos milhões de casos, a maioria, é bem verdade, assintomáticos, o que não muda o fato de serem esses indivíduos os maiores propagadores do vírus. Somos o segundo país do mundo com mais casos, perdendo apenas para os Estados Unidos.

Hospitais e centros de atendimento sobrecarregados acabam por comprometer o atendimento a pacientes com outras doenças, sem contar com o risco a que se submetem pelo simples fato de sair de casa, quanto mais sendo o destino um ambiente hospitalar. Fora o problema dos profissionais de saúde vitimados pela doença, levando a inúmeras baixas na frente de batalha.

Diante de um cenário infelizmente sombrio como o atual, não podemos esperar indefinidamente para tentar adotar uma nova solução para as nossas atividades, sob o risco de isso acarretar graves prejuízos para aqueles que dependem do nosso trabalho.

Como a comunidade de Fonoaudiologia está reagindo a essa situação para manter ou restabelecer o auxílio aos seus pacientes? 

Vamos ver como a Telessaúde se encaixa nesse panorama e pode ajudar-nos a continuar atendendo nossos pacientes.

Prática da Telessaúde foi autorizada pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia

O grande problema da Telessaúde no Brasil é a falta de regulamentação, um problema que atinge todas as especialidades de saúde. 

Sem regras claras a seguir, a comunidade da saúde, principalmente do setor privado, receia adotar a Telessaúde, temendo sanções e problemas jurídicos.

Parece, no entanto, que a pandemia de Covid-19 acabará acelerando o processo de regulamentação da Telessaúde no Brasil. Afinal, a prática já é bastante desenvolvida nos países mais avançados na área de saúde. O próprio Brasil tem alguns exemplos disso, como o programa “Telessaúde Brasil Redes”, gerenciado pelo SUS (https://www.saude.gov.br/telessaude). Isso mostra que este não é um sonho futuro. Telessaúde já é uma realidade nessa nova normalidade.

Por que não estender a todas as áreas, permitindo que o atendimento se torne mais ágil e econômico? Há situações em que a adequação da aplicação da Telessaúde é inquestionável, como é o caso das consultas para segunda opinião médica, em que o paciente já possui um laudo médico e, em princípio, não precisaria se submeter a novos exames. 

Pois o momento parece propício para que a comunidade da saúde, com seus respectivos conselhos, debata o tema e produzam uma regulamentação que entre rapidamente em vigor, conferindo segurança jurídica aos profissionais que quiserem adotar a Telessaúde.

No caso específico da Fonoaudiologia, o Conselho Federal publicou em março a Recomendação 18-B. Não se trata de uma legislação, mas de uma tentativa de estabelecer o mínimo de regras e um ambiente de alguma segurança jurídica para que os profissionais possam atender a seus pacientes por meio de dispositivos (https://www.fonoaudiologia.org.br/cffa/).

A medida é emergencial, mas abre caminho para a consolidação de regras definitivas. Contempla a possibilidade de profissionais orientarem, esclarecerem dúvidas, realizarem condutas preventivas, fazerem avaliação clínica, realizarem diagnósticos e fazerem prescrições terapêuticas.

A Recomendação 18-B está fundamentada no Código de Ética da Fonoaudiologia, na Resolução 415 (2012), que dispõe sobre registro de informações e procedimentos nos prontuários, na Resolução 427 (março de 2013), que dispõe sobre a regulamentação da prática da Telessaúde em Fonoaudiologia e na Lei Geral de Proteção aos Dados, cuja última versão é de julho de 2019.

Observemos que já existe desde 2013 a Resolução 427, cujo propósito é exatamente regulamentar a prática da Telessaúde em Fonoaudiologia.

Por que usar a Telessaúde para atender aos seus pacientes, independentemente da Covid-19?

Com todas as críticas e receios que a Telessaúde suscita, é fundamental que o sistema de saúde acompanhe as mudanças de seu tempo.

O uso de tecnologia não é nenhuma novidade na área de saúde, muito pelo contrário. A tecnologia digital está presente em várias áreas da Telessaúde, como na Telemedicina, sobretudo na obtenção de diagnósticos rápidos para exames de imagem.

O mundo, incluindo-se o Brasil, está cheio de experiências bem sucedidas, que mostram que a Telessaúde é viável, podendo trazer, entre outros benefícios, o desafogo dos espaços físicos dos centros de atendimento de saúde, permitindo que o propósito desses espaços seja servir aos pacientes que precisam realmente do atendimento emergencial.

Enfim, para que tudo isso se torne possível é preciso que haja ferramentas de Telessaúde. A Fonoaudiologia já tem uma plataforma exclusiva. Trata-se da HiTalk Brasil, primeira plataforma brasileira desenvolvida para o atendimento de Telessaúde em Fonoaudiologia.

A HiTalk disponibiliza recursos que permitem aos profissionais trabalharem dentro das leis que fundamentam a Recomendação 18-B e os serviços de Telessaúde, de um modo geral. É compatível com a HIPAA (Health Insurance Portability and Accountability Act), plataforma que atende a todos os requisitos de segurança da informação e de confidencialidade.

A ferramenta HiTalk, ao permitir o teleatendimento, espera contribuir com fonoaudiólogos e pacientes no sentido de:

  • solucionar o problema de acessibilidade para pacientes que moram distante dos consultórios;
  • proporcionar aos profissionais flexibilidade de horário, assim como permitir que os mesmos possam conduzir um atendimento à distância, por meio de seus dispositivos móveis;
  • promover a transformação digital no atendimento de Fonoaudiologia;
  • reduzir a necessidade de deslocamento dos pacientes;
  • permitir que mais pessoas possam ser atendidas.

Essa é a boa notícia, a ótima é que os sócios da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia podem acessar a plataforma HiTalk gratuitamente durante a pandemia de Covid-19.

O próximo passo é com você! 

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